26 de maio de 2014

Cartas para um suposto alguém


30 de agosto de 1998,

Meu querido, 


  Nessa manhã fria que faz, estou ás 05:30 da manhã, escrevendo pra você. Meu cabelo esta bagunçado e meus pés frios.Olho pela janela e vejo a claridão do dia, nenhum vestígio de luz solar. Lembro daquela vez que você me segurou forte e perguntou se eu esperaria por você. Fico boba ao pensar nisso, pois me lembro de que você fizera essa pergunta e sua boca estava tão pertinho da minha, eu sentia seu hálito refrescante e frio como o dia de hoje. Eu , ao invés de te responder em palavras, te dei um beijo, suave e calmo. Como se estivesse dizendo: Eu te amo, e é isso que sempre vai importar; Você nem teve que perguntar novamente, ao passar dos minutos já estávamos perdidos, nos beijos e abraços. Aquele dia, foi triste, mas eu não me importo. Eu estava com você, e por você. 
  Toda vez que eu lembro de você, de nós; Meu peito bate forte, e me vem a lembrança do teu cheiro, do teu toque. Eu me imagino com você nesses instantes. A saudade dói aqui dentro de mim, mas o que poderia eu fazer, se eu sei que já se foi a chance de te ter?


                                          Eternamente sua, 




                                      

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